quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

MP579: TUST será reduzida para todos os geradores em 8,60% em 2013

Além de repassar aos consumidores (cativos e livres) os benefícios capturados com redução das Tarifas de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST)–que serão recalculadas devido à aplicação das condições da Medida Provisória 579:

os geradores de energia, em geral, também serão beneficiados com uma redução média de 8,60% a partir de 2013, decidiam os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira (17/12), acompanhado o voto do relator-vista, o diretor Julião Silveira Coelho. 


Dessa forma, os consumidores brasileiros que, a princípio, teriam uma redução da TUSD equivalente a 63,70%, veem a sua parcela reduzir para 63,10%. 

A previsão inicial - proposta pelo relator do processo, diretor André Pepitone - era a de que todo o benefício capturado com a redução da TUST fosse revertido apenas aos consumidores, às usinas atômicas Angra 1 e 2, e aos geradores cotistas.

A posição gerou muita discussão na última reunião ordinária da Aneel, realizada em 11 de dezembro. Diante da insegurança dos diretores em votar o processo - que se trata do resultado da Audiência Pública nº 91/2012, instaurada com o objetivo de definir metodologia para o cálculo extraordinário TUST – Coelho pediu vistas do tema. 

Na ocasião, Pepitone se demonstrou incomodado com a suspensão do tema. Entretanto, reviu a sua opinião nesta terça, chegando a afirmar que a proposta “evoluiu”. “A princípio, a meu ver, era indevida a redução para os geradores não cotistas”, reconheceu o diretor da Aneel. “O voto traz um aprimoramento ao que eu proferi.” 

O diretor Edvaldo Santana acompanhou a opinião de Pepitone e inclusive elogiou a revisão feita por Julião em conjunto com área técnica da Aneel. “Não tenho dúvida de que a proposta de agora melhora em muito a proposta anterior”, disse. 

Durante a leitura do relatório, Julião explicou que a revisão da TUST considerará alguns fatores, entre eles: a extinção do recolhimento da Reserva Global de Reversão (RGR), as novas receitas pagas às transmissoras para operar e manter os ativos alcançados pela MP579, a indenização a ser paga pelos ativos não amortizados e não depreciados, entre outros pontos técnicos previstos. 

MPF investiga atuação da Aneel no RS
O Ministério Público Federal (MPF) informou que instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar possíveis responsabilidades da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) “nas deficiências da prestação de serviços de distribuição” pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), que atua no Rio Grande do Sul. 

De acordo com o MPF, o procurador da República Alexandre Amaral Gavronski vai apurar os termos e controle sobre a delegação de suas responsabilidades fiscalizatórias para a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS), bem como a legalidade de sua disciplina regulatória pertinente e as responsabilidades conexas de outros entes e órgãos. 

Além disso, foi criado um endereço de correspondência eletrônica (e-mail) para possibilitar que os consumidores relatem todos os prejuízos que tenham sofrido, com o objetivo de auxiliar nas investigações. 

Entre as providências adotadas pelo procurador estão expedição de ofício ao diretor-geral da Aneel, requisitando cópia do convênio firmado entre o órgão e a AGERGS, que delegou a fiscalização do serviço de distribuição de energia elétrica no Estado do Rio Grande do Sul. 

Outro ponto a ser observado no processo, seria o esclarecimento por parte da Aneel, de quanto foi recebido a título de Taxa de Fiscalização sobre Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) pagos pelos consumidores da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) nos anos de 2011 e 2012, bem como se há conhecimento de que foi adotada alguma providência em relação às interrupções de energia na região. 

Segundo o MPF, o procurador da República Alexandre Amaral Gavronski deve se reunir com membros do Ministério Público Estadual para traçar uma estratégia conjunta de atuação na questão, em razão de haver atribuições complementares e a necessidade de uma atuação efetiva para prevenir novas ocorrências. (Jornal da Energia)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mercado livre tem maior demanda do ano e consome 15,8GW em outubro


Segmento foi responsável por 26,2% do consumo total de energia no País

São Paulo – O mercado livre de energia, onde estão os maiores consumidores do País, teve em outubro a maior demanda do ano, de 15.808 megawatts (MW) médios. 

O número representa um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Com isso, o segmento foi o responsável por 26,2% do total de eletricidade utilizado no mês, que alcançou 60.262MW médios. 

Os números estão na última edição do boletim InfoMercado, divulgada hoje pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

Os consumidores livres, que possuem demanda a partir de 3MW, e os especiais, que demandam entre 500kW e 3MW, foram os responsáveis pela maior parte dessa carga – 11.218MW. Juntas, essas categorias somavam, ao final de outubro, 1.521 agentes. 

A expansão no número de agentes frente a outubro de 2011 é de quase 43%.

Com isso, a Câmara de Comercialização contabilizou 16.793 contratos de compra e venda de energia elétrica, com a movimentação de 83.894MWmédios. 

Os termos registrados apresentaram alta de 23,8% frente a outubro de 2011. A maior parte deles (79,11%) é de longo prazo, com duração acima de seis meses.

Já a geração de energia, que atingiu 60.375MWmédios em outubro, foi 6,7% maior do que no mesmo mês do ano passado. 

A predominância foi das hidrelétricas, com 44.665MW médios (77% do total), e das termelétricas, que produziram 13.139MW médios (21,76%). 

Em seguida, aparecem os parques eólicos, que entregaram 771MW médios (1,28%) - o que representou um aumento de 62% no volume de energia proveniente desta fonte.

A garantia física das usinas existentes soma, na média móvel dos últimos 12 meses, 59.780MW médios. Com isso, ficou assegurada uma folga de 2,72% entre a garantia física e o consumo médio do período.

Clique aqui para acessar a íntegra do InfoMercado.

O Info Mercado
O Info Mercado é um boletim mensal que traz os principais resultados das operações contabilizadas no âmbito da CCEE. Cada edição é divulgada com intervalo de dois meses após o mês de referência da contabilização, tempo necessário à apuração dos dados.
A publicação do Info Mercado vai ao encontro do objetivo da CCEE de fornecer ao mercado informações transparentes sobre o setor de energia elétrica no País.
Sobre a CCEE
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. 

O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). 

A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

Mais informações
Assessoria de Imprensa da CCEE – Textual Comunicação

Atendimento
Luciano Costa - lucianocosta@textual.com.br 11 5180-6923

Gerência
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mercado Livre pode atender 45% do consumo elétrico

Apesar da renovação das concessões de diversos ativos de geração e transmissão de energia, definida pela presidente Dilma Rousseff com a Medida Provisória 579, que deve baratear o custo do insumo para os consumidores cativos, o mercado livre projeta crescimento.


Esse segmento é formado por grandes clientes, que possuem demandas acima de 0,5 MW e podem, pela lei, escolher de quem vão comprar a energia. As empresas que têm de 0,5 MW a 3 MW de demanda podem adquirir no mercado livre desde que de fontes incentivadas (eólica, PCHs e biomassa). 

Acima desse patamar, pode ser aproveitado qualquer tipo de geração.

O presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, destaca que o mercado livre ainda verifica um enorme espaço para se expandir. Ele ressalta que os cerca de 1,1 mil consumidores que compõe o setor representam hoje 27% de todo o mercado de energia elétrica no País. 

O executivo estima que, com as regras atuais, o segmento pode ser responsável por 40% a 45% de todo o consumo de eletricidade, alcançando em torno de 10 mil consumidores. Esse resultado poderia ser atingido em um prazo de cinco a dez anos. “Percebemos que cada vez mais há clientes manifestando o interesse de fazer a opção de ir para o mercado livre”, diz. 

De acordo com Lenzi, a economia de energia com a iniciativa depende da classe de consumo, entre outras questões, mas fica em uma média de 10% a 15%.

No entanto, o dirigente salienta que é importante o aperfeiçoamento da legislação. Ele enfatiza que do jeito que foi proposta a MP 579, o consumidor que está no mercado livre, aparentemente, só terá redução da sua conta de luz nos componentes da tarifa relacionados à transmissão e aos encargos, mas não quanto ao custo de geração. 

Para Lenzi, os benefícios com a diminuição do custo de produção de energia deveriam ser distribuídos de forma proporcional para os mercados livre e cativo. Ele sustenta que ainda é possível fazer aprimoramentos na medida provisória para comtemplar os dois segmentos.

O consultor da Andrade e Canellas Energia Alexandre Furstenberger argumenta que a maior parte da expansão do mercado livre nos próximos anos deverá ser feita por consumidores com demandas de 0,5 MW a 3 MW, como shopping centers, hospitais, entre outros. 

Furstenberger não descarta que ocorra uma desaceleração da migração ao mercado livre devido a uma retração na tarifa de energia dos cativos com a MP 579. Porém, ele também crê que algumas emendas poderão ser apresentadas para equilibrar a questão.

O presidente da Bio Energias, Felipe Barroso, aponta que o mercado livre de energia movimenta negócios da ordem de R$ 30 bilhões por ano. No entanto, ele comenta que, ao contrário de outros países, o Brasil conta com uma legislação bastante restritiva na área. “Na Europa, por exemplo, até o consumidor residencial tem liberdade para escolher a empresa que vai lhe fornecer energia”, diz Barroso.

O dirigente concorda que a MP 579 deveria ter contemplado a distribuição isonômica da chamada energia velha entre o ambiente de contratação livre e o de contratação regulado. 

“Porém, como algumas grandes geradoras estaduais não aderiram à renovação, a competitividade de mercado livre não será muito afetada”, aposta ele.

Como forma de ressaltar as vantagens da migração para o mercado livre, a Bio Energias colocou em seu site (www.bioenergias.com.br) um contador medindo a economia de energia com a ação. 

Também com a intenção de promover esse segmento, a Fiergs recebeu ontem uma palestra dentro da campanha 2012 - O Ano do Mercado Livre de Energia, promovida por nove entidades do setor, em parceria com a consultoria Andrade e Canellas.

Votação de medida provisória que altera indenização fica para 2013

A votação da medida provisória que aumenta a indenização das transmissoras de energia (MP 591), que aderiram ao plano de renovação das concessões que vencem entre 2015 e 2017, foi adiada para 2013. 

Líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PT-CE) informou que só serão apreciadas neste ano as medidas provisórias até o número 588. A decisão foi fruto de um acordo político, entre os partidos, não detalhado pelo senador. 

Com o acordo, a MP que trata das renovações das concessões do setor elétrico (MP 579), deve ser apreciada ainda em 2012, mas a 591, que é complementar à primeira, será votada apenas a partir de fevereiro. A MP 591 altera a fórmula da MP 579 para calcular a indenização das transmissoras de energia. 

Antes, os investimentos anteriores a 2000 feitos pelas empresas seriam considerados amortizados e não entrariam no cálculo do governo.
MP avança sem mudança em prazo para adesão

O Congresso aprovou ontem a MP 579, que prevê a renovação das concessões do setor elétrico, com alterações feitas pelo relator Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Uma das mudanças prevê uma perda de arrecadação de R$ 100 milhões para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O texto, que era analisado em comissão mista especial, passa agora para votação no plenário da Câmara e depois do Senado. 

Pouco antes da aprovação, o relator da MP 579, Renan Calheiros, voltou atrás e decidiu retirar o prazo de 30 dias que permitiria às empresas do setor elétrico tempo maior para aderir às normas da MP.

O anúncio da proposta foi feito pela manhã, quando o relator leu as alterações que previam sobre a medida provisória. A criação desta janela seria uma alternativa para que companhias importantes, como a Cesp e a Cemig, pudessem repensar a decisão e aderir ao novo plano presidencial. 

À tarde, no entanto, após pedido de vista coletivo pelos integrantes da comissão que analisam a MP, o relator decidiu voltar essa parte do texto ao modelo anterior. Ao tentar se justificar, o senador foi confuso e misturou temas distintos. 

Segundo ele, a intenção de permitir os 30 dias para adesão serviria para aclarar o processo. No entanto, os parlamentares entenderam essa extensão do prazo como uma forma de revisar os contratos e buscar a renovação pelo modelo anterior à MP, ou seja, sem reduzir os preços.

FONTE: Jornal do Comércio – RS

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mercado livre pode atender 45% do consumo elétrico

Com 27% dos consumidores, meta é quase dobrar em dez anos

Jefferson Klein
MARCO QUINTANA/JC
Lenzi defende alterações na MP 579 para impulsionar investimentos

Apesar da renovação das concessões de diversos ativos de geração e transmissão de energia, definida pela presidente Dilma Rousseff com a Medida Provisória 579, que deve baratear o custo do insumo para os consumidores cativos, o mercado livre projeta crescimento. 

Esse segmento é formado por grandes clientes, que possuem demandas acima de 0,5 MW e podem, pela lei, escolher de quem vão comprar a energia. 

As empresas que têm de 0,5 MW a 3 MW de demanda podem adquirir no mercado livre desde que de fontes incentivadas (eólica, PCHs e biomassa). 

Acima desse patamar, pode ser aproveitado qualquer tipo de geração.

O presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, destaca que o mercado livre ainda verifica um enorme espaço para se expandir. Ele ressalta que os cerca de 1,1 mil consumidores que compõe o setor representam hoje 27% de todo o mercado de energia elétrica no País. 

O executivo estima que, com as regras atuais, o segmento pode ser responsável por 40% a 45% de todo o consumo de eletricidade, alcançando em torno de 10 mil consumidores. Esse resultado poderia ser atingido em um prazo de cinco a dez anos. 

“Percebemos que cada vez mais há clientes manifestando o interesse de fazer a opção de ir para o mercado livre”, diz. De acordo com Lenzi, a economia de energia com a iniciativa depende da classe de consumo, entre outras questões, mas fica em uma média de 10% a 15%.

No entanto, o dirigente salienta que é importante o aperfeiçoamento da legislação. Ele enfatiza que do jeito que foi proposta a MP 579, o consumidor que está no mercado livre, aparentemente, só terá redução da sua conta de luz nos componentes da tarifa relacionados à transmissão e aos encargos, mas não quanto ao custo de geração. 

Para Lenzi, os benefícios com a diminuição do custo de produção de energia deveriam ser distribuídos de forma proporcional para os mercados livre e cativo. Ele sustenta que ainda é possível fazer aprimoramentos na medida provisória para comtemplar os dois segmentos.

O consultor da Andrade e Canellas Energia Alexandre Furstenberger argumenta que a maior parte da expansão do mercado livre nos próximos anos deverá ser feita por consumidores com demandas de 0,5 MW a 3 MW, como shopping centers, hospitais, entre outros. 

Furstenberger não descarta que ocorra uma desaceleração da migração ao mercado livre devido a uma retração na tarifa de energia dos cativos com a MP 579. Porém, ele também crê que algumas emendas poderão ser apresentadas para equilibrar a questão.

O presidente da Bio Energias, Felipe Barroso, aponta que o mercado livre de energia movimenta negócios da ordem de R$ 30 bilhões por ano. No entanto, ele comenta que, ao contrário de outros países, o Brasil conta com uma legislação bastante restritiva na área. 

“Na Europa, por exemplo, até o consumidor residencial tem liberdade para escolher a empresa que vai lhe fornecer energia”, diz Barroso. 

O dirigente concorda que a MP 579 deveria ter contemplado a distribuição isonômica da chamada energia velha entre o ambiente de contratação livre e o de contratação regulado. 

“Porém, como algumas grandes geradoras estaduais não aderiram à renovação, a competitividade de mercado livre não será muito afetada”, aposta ele.

Como forma de ressaltar as vantagens da migração para o mercado livre, a Bio Energias colocou em seu site (www.bioenergias.com.br) um contador medindo a economia de energia com a ação. Também com a intenção de promover esse segmento, a Fiergs recebeu ontem uma palestra dentro da campanha 2012 - O Ano do Mercado Livre de Energia, promovida por nove entidades do setor, em parceria com a consultoria Andrade e Canellas.

Votação de medida provisória que altera indenização fica para 2013

A votação da medida provisória que aumenta a indenização das transmissoras de energia (MP 591), que aderiram ao plano de renovação das concessões que vencem entre 2015 e 2017, foi adiada para 2013. 

Líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PT-CE) informou que só serão apreciadas neste ano as medidas provisórias até o número 588. A decisão foi fruto de um acordo político, entre os partidos, não detalhado pelo senador. 

Com o acordo, a MP que trata das renovações das concessões do setor elétrico (MP 579), deve ser apreciada ainda em 2012, mas a 591, que é complementar à primeira, será votada apenas a partir de fevereiro. 

A MP 591 altera a fórmula da MP 579 para calcular a indenização das transmissoras de energia. Antes, os investimentos anteriores a 2000 feitos pelas empresas seriam considerados amortizados e não entrariam no cálculo do governo.

MP avança sem mudança em prazo para adesão

O Congresso aprovou ontem a MP 579, que prevê a renovação das concessões do setor elétrico, com alterações feitas pelo relator Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Uma das mudanças prevê uma perda de arrecadação de R$ 100 milhões para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O texto, que era analisado em comissão mista especial, passa agora para votação no plenário da Câmara e depois do Senado. 

Pouco antes da aprovação, o relator da MP 579, Renan Calheiros, voltou atrás e decidiu retirar o prazo de 30 dias que permitiria às empresas do setor elétrico tempo maior para aderir às normas da MP.

O anúncio da proposta foi feito pela manhã, quando o relator leu as alterações que previam sobre a medida provisória. A criação desta janela seria uma alternativa para que companhias importantes, como a Cesp e a Cemig, pudessem repensar a decisão e aderir ao novo plano presidencial. 

À tarde, no entanto, após pedido de vista coletivo pelos integrantes da comissão que analisam a MP, o relator decidiu voltar essa parte do texto ao modelo anterior. 

Ao tentar se justificar, o senador foi confuso e misturou temas distintos. Segundo ele, a intenção de permitir os 30 dias para adesão serviria para aclarar o processo. 

No entanto, os parlamentares entenderam essa extensão do prazo como uma forma de revisar os contratos e buscar a renovação pelo modelo anterior à MP, ou seja, sem reduzir os preços.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nova figura deve facilitar migração para o mercado livre

Em breve, o Brasil poderá ter o comercializador varejista, que vai facilitar o ingresso de empresas menores no mercado livre de energia. Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Em breve, o Brasil poderá ter o comercializador varejista, que vai facilitar o ingresso de empresas menores no mercado livre de energia

Está em debate no Brasil a criação de uma figura que pode facilitar a entrada de empresas no mercado livre de energia, chamada de comercializador varejista. 

A proposta de criação deste tipo de instituição passou por uma audiência pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o órgão deve publicar em breve uma resolução sobre o assunto. 

Sua função será a de fazer uma ponte entre o gerador de energia incentivada - eólica, biomassa e PCH - e os consumidores especiais (de menor porte), assumindo todas as responsabilidades perante as instituições de sua atuação no mercado livre. 

O objetivo é facilitar a vida das empresas que participam ou pretendem participar do mercado livre. Atualmente, a complexidade do mercado de energia é um entrave para algumas empresas aderirem ao ambiente livre, no qual elas próprias são responsáveis pela compra e venda de energia. 

"Quando a empresa opta pelo mercado livre, assume responsabilidades que não tinha quando era consumidora cativa", afirma o gerente de atendimento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), César Pereira. O órgão foi criado em 2004 para registrar e contabilizar os contratos firmados no mercado de energia elétrica do Brasil. 

Ele explica que as empresas precisam registrar contratos, enviar informações para a CCEE e atender a uma série de requisitos para poder gerir sua energia. O problema é que muitos consumidores especiais (com consumo de 500 kw a 3 MW) têm dificuldade para entender as transações no mercado livre, porque não possuem em seus quadros profissionais especializados em energia. 

Os consumidores especiais são em sua maior parte shoppings centers, supermercados e pequenas indústrias. 

O comercializador varejista seria um agente que agregaria os consumidores e operaria em nome deles no mercado, segundo Pereira. 

O especialista conta que o conceito existe em outros países, simplificando o dia a dia das companhias que atuam no ambiente livre de energia. Segundo a Aneel, a necessidade de discussão da proposta surgiu devido a uma preocupação da CCEE com o aumento do número de pequenos consumidores nos últimos três anos. 

Esse aumento causou impactos no órgão, que precisou adequar a sua capacidade operacional para viabilizar os negócios no ambiente livre, gerando aumento nos custos para os agentes. 

Com a aprovação da norma, as demandas dos agentes devem se adequar à capacidade operacional da Câmara. 

A Aneel também prevê maior efetividade do trabalho de monitoramento das práticas de mercado devido à redução do número de transações comerciais.

Mercado livre de energia abre oportunidades de trabalho a especialistas com conhecimento em finanças e no setor energético

Fonte: Trade Energy


A rápida evolução do mercado livre de energia elétrica no Brasil também causa impacto nas empresas do segmento que abrem vagas para Especialistas em Gestão de Risco. 

“Para atuar na área, o profissional precisa ser multidisciplinar, pois é necessário conhecer bem o mercado financeiro e o setor elétrico brasileiro. Geralmente, os formados em ciências exatas têm vantagens, devido ao domínio de conceitos matemáticos e estatísticos”, afirma Regina Pimentel, Assessora de Gestão de Risco da Trade Energy, comercializadora independente de energia. 

Outros requisitos fundamentais para atender as necessidades do setor são a compreensão da natureza das variáveis para cada atividade, que englobam a gestão de riscos de crédito, operacionais, financeiros e de mercado. Este último refere-se a quantidades e preços da commodity negociada. 

 Além disso, no cenário de energia, o especialista deve entender os conceitos básicos sobre o parque de geração, transmissão e distribuição, formação de tarifas e preços, natureza da oferta e demanda, fontes de geração, e conhecer o processo de gestão do mercado realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

Em função da globalização nos negócios, como na maioria das áreas de trabalho, inglês, informática e a atualização constante também são indispensáveis. “O especialista deve levar em conta que precisa evoluir junto com o mercado”, declara a executiva. 

O dia a dia das atividades exercidas pelo Especialista em Gestão de Risco explica os motivos para estas exigências. De acordo com Pimentel, são realizadas avaliações de rotina da posição financeira da carteira, levando em conta a movimentação do mercado e a percepção do profissional quanto à evolução deste cenário. 

“Estas funções contribuirão para que a empresa estabeleça a sua estratégia de compra e venda, aliando aspectos como quantidades, preços e períodos. A avaliação é feita em termos de expectativas de ganhos médios e de perdas máximas”, relata. 

Como o mercado livre de energia no Brasil e esta vertente profissional são considerados relativamente novos no país, a maioria dos executivos que já atua é oriunda da área de planejamento energético ou financeiro. Assim, cada um deles precisou adquirir conhecimentos complementares da outra área. 

“A aquisição do aprendizado adicional pode ser feita por meio de cursos específicos. É interessante que empresas e profissionais continuem investindo neste segmento que, com certeza, é muito promissor”, finaliza Pimentel.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Consumo no mercado livre de energia acompanha desaquecimento dos mercados nacionais

O Índice Setorial Comerc, disponibilizado pela Comerc Gestão, a maior gestora independente de energia elétrica do País, apurou queda de 1,92% no consumo de energia elétrica de suas unidades sob gestão em julho de 2012, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. 

O movimento está em linha com o baixo crescimento da indústria observado no ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho industrial registrou queda de 2,5% no segundo trimestre do ano, o que impacta diretamente nas linhas de produção e, consequentemente, no consumo de energia.




Mesmo com a tendência de diminuição, na análise de julho versus junho, do total de 12 setores analisados pelo Índice Setorial Comerc, oito apresentaram aumento no consumo de energia. 

O destaque fica para os segmentos de Papel e Celulose, com alta de 7,20%, Alimentos, que teve consumo 6,26% superior, e Eletroeletrônicos, com aumento de 4,91%. A média do consumo dos setores revelou alta de 2,51% no período.



O consumo de energia livre seguiu tendência de queda no primeiro semestre, acompanhando a desaceleração da economia nacional, que impacta com ênfase o desempenho e o nível de produção de diversos setores da indústria, responsáveis pela maior parte da energia consumida por meio de contratos firmados no mercado livre.



Perfil - A Comerc Energia foi fundada em 2001 e é formada por duas empresas: a Comerc Gestão e a Comerc Trading. A Comerc Gestão é a maior gestora independente de energia elétrica do País, responsável por gerir 15% da carga de energia de consumidores livres. 

O objetivo da empresa é maximizar a redução de custo de energia elétrica e atender plenamente as necessidades do cliente no curto, médio e longo prazo, por meio da elaboração de estratégias de posicionamento e de estruturas de gerenciamento de energia. 

A gestora também administra 3.300 MW de potência de geração (produtores independentes e auto produtores), buscando a criação de valor para o cliente por meio de estratégias de comercialização rentáveis, seguras e eficientes.

A Comerc Trading está entre as 10 maiores do País por montante de energia comercializada. Entre as comercializadoras independentes, a Comerc está na liderança. 

A empresa faz parte da aliança internacional Energy Experts, juntamente à norueguesa Bergen Energi e à norte-americana Delta Energy. 

A aliança oferece soluções globais em gerenciamento e estruturação de estratégias de contratação de energia elétrica para consumidores multinacionais. [ www.comerc.com.br].